Saiba como foi o ano de 2020 para as entidades filantrópicos de saúde

A superintendente-Geral do IMIP e presidente da FEHOSPE, Tereza Campos, participará do debate “2020 – Que ano foi este” e trará um panorama dos desafios deste ano para as entidades de saúde filantrópicas.

1.O que foi o ano de 2020 para as Santas Casas e hospitais filantrópicos?

Esse ano tem sido muito difícil, desafiador e de muita aprendizagem. A Covid-19 nos colocou diante de uma grande crise sanitária. Esse mal, provocado pelo novo coronavírus, no Brasil, vem mostrando desde o início do ano um número significativo de mortes e de pessoas doentes, impactando diretamente o nosso sistema. Dentre tantos aprendizados, é preciso destacar que a Covid-19 trouxe um olhar diferenciado da sociedade sobre o nosso SUS. Se não fosse o nosso sistema público de saúde, que completou 30 anos em setembro, os números brasileiros seriam infinitamente maiores.

  1. A área da saúde poderia ter sido menos impactada pela pandemia? Se sim, o que faltou ser feito?

A pandemia vem demandando muito dos sistemas de saúde do mundo inteiro. Não podemos deixar de falar que boa parcela do impacto nos hospitais brasileiros foi evidenciado pela falta de investimento no Sistema Único de Saúde. O subfinanciamento do SUS é um problema crônico que precisa ser solucionado. Temos dificuldades com insumos, com equipamentos de proteção individual, com a falta de medicamentos, com recursos humanos insuficientes e pouco qualificados e com um sistema que funcione harmonicamente em rede (Atenção primária, secundária e terciária) preparada e regulada.

  1. Como a gestão hospitalar deve atuar diante do cenário atual?

Com transparência, avaliando permanentemente os resultados das nossas ações com indicadores de qualidade. Devemos colocar a eficiência como prioridade na gestão hospitalar e garantir o melhor aproveitamento dos recursos. Está mais do que evidente que um sistema público universal é indispensável para a saúde e a segurança sanitária do País. Por isso, é fundamental buscar formas e recursos para torná-lo ainda mais eficiente. Temos de garantir os recursos para a saúde e também rever os termos de parcerias com os hospitais filantrópicos e com as santas casas, que são essenciais para o SUS,  para que possamos continuar oferecendo assistência à saúde de qualidade, pautada na ciência, primando pela formação de recursos humanos e fortalecendo a pesquisa.

 

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